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Poesia por partes

Sobre tudo sobre nada. Um nada que faz parte de tudo. Um blog (quase) erótico

Poesia por partes

Sobre tudo sobre nada. Um nada que faz parte de tudo. Um blog (quase) erótico

31
Jan25

"Anatomia de um sorriso" - Rework - ✨

AndreL
Rework - Não fiquei inteiramente satisfeito com a versão original.
 
Em tempos de tristeza
Colhi do passado um fresco alento
De jovens em fase de intento
Que nas frustrações,
desesperos e ilusões.
Palidamente, desistira da eternidade
Desistira de tocar o infinito
Sei bem que não me compreendes.
Sei bem que já estive mais perto do entendimento.
E o único que sinto
É este momento.
E tudo o que tenho para respirar
É o breve alento, o de te amar
Porque cedo ou tarde
Tudo pode acabar.
doce saudosismo
que aparece como um cismo
E torna o pensamento em um cataclismo.

A Mulher
A debilidade.

Docemente recordo-me
Dos tempos vividos
Dos sentimentos queridos
Das situações causadas
Dos nossos caminhos pelas estradas,
Da vida
Das nossas cumplicidades conhecidas.

O coração
A emoção

Em jeito de lobo mal
Boca grande
Que excita
Que convida
Ao acto selvagem.
O desejo animal,
O prazer carnal
Desta força fenomenal
Não houve amor igual.
Vem, volta ao calor intenso
Tenho a certeza que ele será imenso.

 

© Mestrinho 20 de Maio de 2006

 
30
Jan25

"Regresso as origens" ✨ - Música

AndreL
Ah, minha menina,
Que vieste assim, tão de repente,
Que dominaste por completo.
As mais belas coisas me ensinaste,
De saudades estou repleto
Me provocas,
Abres as janelas...
E do desgastado passeio cheio de limo,
Colho pedaços imperdíveis da infância
Onde vimos as sombras dos grandes pinheiros...
O cheiro forte das abelhas sorvendo o néctar
Como o néctar de Vénus precipitando o mel
Sentimento amplificado
De passado sagrado...?

Ah, minha menina,
Velhos dissabores evaporam.
Anseios desvanecem
Foi como ontem as aventuras,
Perfumadas de travessuras.
Foi como ontem alma gentil,
guardei esta paixão que não dormiu

Ah, minha menina,
Hoje será o abraço forte, a emoção
Poderá ser uma contradição,
Ver-te assim menina madura
Em corpo de Mulher segura.
Dilacerando a saudade
Num beijo sem piedade.

Sonolento,
cantava esta canção
e ouvia.
O doce relógio da vida
E que logo marcaria mais uma volta.
Sem retorno
 
 
Há momentos na vida em que somos tomados por um turbilhão de emoções ao revisitar memórias impregnadas de nostalgia. O poema "Regresso às Origens" é um exemplo brilhante de como as palavras conseguem transportar-nos para tempos passados, cheios de inocência e simplicidade. Vamos explorar a essência desse poema e o que ele nos pode ensinar. No centro do poema, surge a figura de “minha menina”, carregada de simbolismo. Ela não é apenas uma pessoa, mas um portal para o passado. Esta imagem feminina remete o autor para memórias de infância, lugares que já foram percorridos e sensações que pareciam adormecidas. Ela é a representação da saudade, que ora fere, ora conforta.
 
Quem nunca sentiu o coração apertar ao lembrar de uma infância distante? Ao evocar imagens como o passeio desgastado pelo tempo, o néctar sorvido das abelhas e os pinheiros que pareciam gigantes, o autor resgata fragmentos que nos fazem sentir como se estivéssemos ali, ao seu lado. O poema reflete também sobre o inevitável: a passagem do tempo. É impossível não se emocionar com frases como "verte assim menina madura em corpo de mulher segura". Aqui, há uma aceitação melancólica de que o tempo não perdoa e que a menina do passado cresceu e mudou.
 
Ainda assim, o autor consegue criar uma ponte entre as lembranças e o presente, reforçando o poder das memórias em moldar quem somos. Mesmo que o tempo transforme, a paixão e a intensidade dessas lembranças continuam vivas. É como se cada ruga no rosto guardasse uma história, cada saudade guardasse um propósito. A saudade é, talvez, a alma deste poema. Ela surge em cada verso, ora como dor, ora como um carinho quente no peito. As aventuras da infância, repletas de travessuras e aromas inesquecíveis, contrastam com a seriedade da idade adulta. No entanto, a saudade não é vilã; ela também é uma ponte que nos conecta às nossas origens.
 
O autor captura isso através de uma linguagem poética e sensorial, como o cheiro forte do néctar ou os sons da vida passando. Essas imagens criam uma atmosfera quase cinematográfica, em que somos espectadores e protagonistas ao mesmo tempo. O poema não é apenas uma experiência visual ou emocional, mas também musical. O ritmo das palavras, a repetição de certos elementos e o uso de sons evocam uma melodia que flui naturalmente. É quase como se, além de ler, pudéssemos ouvi-lo ser declamado com uma voz cheia de saudade e alma.
 
Essa musicalidade é essencial porque reforça os sentimentos transmitidos. Não é apenas o que é dito, mas também como é dito. É um convite não só para refletir, mas também para sentir, para deixar o poema ecoar no coração. Ao mergulhar neste poema, é inevitável começarmos a refletir sobre as nossas próprias memórias. Qual foi a última vez que pensámos na nossa infância? Ou nas pessoas que fizeram parte deste percurso?
 
As palavras do autor servem como um lembrete de que nunca devemos esquecer de onde viemos. As memórias, por mais distantes que pareçam, continuam a viver dentro de nós. Elas podem ser um refúgio nos momentos difíceis, uma inspiração para seguirmos em frente ou apenas uma forma de nos conectarmos com quem realmente somos.
 
Revisitar as origens é mais do que um exercício poético. É um ato de amor. É uma prova de que mesmo o tempo, com a sua força avassaladora, nunca será capaz de apagar aquilo que é verdadeiramente eterno: os sentimentos. Que todos possamos encontrar, nas palavras do autor ou nas nossas próprias memórias, um motivo para sorrir e valorizar as raízes que nos sustentam.
 
© Mestrinho
29
Jan25

"Distorção cognitiva" ✨ - Poema/Música

AndreL

"Distorção cognitiva(*)" poema (escrito em 2006), foi recentemente transformado em música (2025).
Espero que gostem tanto como eu gostei

--xXx--

Da elaborada síntese,
Eis que surge,
O manifesto, o esboço,
de forma muito inesperada,
como que perdida pela estrada.
Riscada de uma grafite,
brilhante e deslumbrante.
Onde surge o infinito
da matéria compactada
Onde nasce o Big Bang,
somente em quantidades definidas.
Apenas em números inteiros,
Proporcional ao liquido
Do meu tinteiro.

Não, não é apenas
uma vontade condimentada
nem uma ideia inventada.
Nem uma gramática semântica,
ou uma equação quântica.
É apenas um sentimento que,
aflora pela pele,
Um sentido puro,

Quando...
No inicio de tudo...
Ela aparece,
Ela que surge de rompante
e serpenteia pela mente,
este sentimento demente.
Que causa o movimento impulsivo,
E o pensamento conclusivo.
Do gesto às palavras,
perdura o incitável,
O verso doce,
A palavra que embala,
O gesto que não acaba.
Entendes agora porque
é insustentável o sentimento
de tornar o momento,
Um infinito desejo de bem estar?

Pleno de Amor, pleno de paixão...
Delineados em contornos,
Rabiscos e coriscos,
reservados em palavras e actos
Mesmo quando é do conhecimento,
ela que retrata a alegria,
reflecte a magia
no sentimento breve da demagogia,
Que causa o sorriso que contagia.
Escondida dentro de mim (ou bem visível)...
Mesmo que eu pudesse,
Como evitar?
Como dedilhar?
Como deixar-se não encantar?

Que bela visão fica guardada,
antiga e persistente,
ao tempo, ainda presente.
neste turbilhão de desejos,
Embebido na mão da tempestade.
Que palavras poéticas
teriam melhor ética?
Que palavras
seriam mais susceptíveis à atenção,
A sentir essa brisa suave que bate no coração.

Verbalizo o desejo,
Incandescente
e cruel como o sentido exacto,
Enquanto ato e desato,
As sílabas que fluem,

Imagino e decifro
O voo, a viagem.
Assim tão brusca, assim tão elementar
e faço deste monólogo
o centro irónico
deste universo,

E....

Enquanto penso,
O mundo gira,
regendo-se as suas Leis.
Pactuando,
na forte curvatura da carne
e da letra que descreve,
o encontro ao cabelo,
ou na noite.

Será...

No ombro azul da noite?

* Distorção cognitiva - acto de distorcer, adj., relativo à cognição. s. f., acção de adquirir um conhecimento.

--xXx--

O poema "Distorção cognitiva", escrito em 2006 e posteriormente transformado em música em 2025, é uma obra que emerge de uma reflexão profunda e poética sobre sentimentos e percepções. O autor se expressa através de metáforas e imagens que evocam a complexidade da experiência humana e a busca por compreender emoções.

Através de uma linguagem rica, o poema discorre sobre a natureza dos sentimentos, comparando-os a fenômenos como o Big Bang e explorando a ideia de que são manifestações puras que surgem e afloram pela pele. Ele também menciona a relação entre pensamento e movimento, ilustrando como os sentimentos podem impulsionar ações e palavras.

© Mestrinho 6 de Outubro de 2006

29
Jan25

"Policromo" ✨ - Poema/Música

AndreL

O teu olhar denuncia,
o desejo alongado
dos poros que vertem magia,
fico pensativo e corado.

Numa promessa silenciosa,
de ilimitadas caricias,
desfaço e descubro,
atreves, atiças,
e a pele eriça.

Nossas bocas incendeiam,
e em fogo, condimenta,
pouco a pouco, colhendo,
o néctar que alimenta.

Sinto o teu cheiro,
boca desejosa, lingua dormente,
Lábios que sentem, mordendo,
Numa fúria tão envolvente,
como a paixão ardente,
Cai, descansei no teu ventre.

Minhas asas batem em vôo livre
quando desço os desfiladeiros
do devaneio.
Quero que fiques
na minha imaginação
em castelos de principes,
castelos de areia
castelo no coração.

Nos meus pensamentos mais secretos,
fantasias d´outros tempos
num mundo encantado,
com mágicos, fadas e duendes
num cenário imaginado,
eu sei bem que me entendes.

Vôo livre solto como o vento,
toco, sinto e invento.
crio uma moldura quente ou fria
um sonho repleto de prazer
colhido pela fantasia,
faço o que bem entender
sou [Quase]poeta e escrevo poesia
quero brincar, quero crescer

O poema "Policromo" foi escrito originalmente em 2008 publicado no meu velho blog, neste momento usado como letra para esta música. Espero que gostem tanto como eu. O poema retrata um jogo de sedução e desejo, com um olhar que revela intenções mágicas e ardentes. A narrativa transita entre a paixão avassaladora, marcada por toques e carícias, e a entrega a um mundo de fantasia, onde a imaginação cria cenários encantados com castelos, fadas e duendes. O eu lírico se liberta em um voo poético, explorando sentimentos, desejos e sonhos, enquanto celebra sua criatividade e o prazer de brincar com as palavras, afirmando-se como um "quase poeta" que transforma emoções em poesia.

 

© Mestrinho

28
Jan25

"Entre o tempo e o espaço" ✨ - Música

AndreL
 

 

Quem me dera que no fogo da paixão
Chegasse a perfeita conclusão
Que quando no espelho te vejo
vejo apenas o reflexo do meu desejo
Os teus olhos esconde o encanto
que eu vejo escondido atrás do manto
Não quero acordar abandonado
Nem sentir doente e mal amado
Vamos tornar nossos desejos
Num brinde de êxtases que prevejo
Neste envolvente abraço,
Eu sou Homem tu és Mulher
Como um garfo e uma colher
Que corta e colhe o alimento
Enche a barriga no momento
Deixa uma qualquer alma saudosa
Em harmonia, alegre e cheia de prosa
Desta maravilha do planeta
A toda as almas atormenta
Deste fome, sede e cansaço
Alimentado no forte abraço

 

-x-

 

 

"Entre o Tempo e o Espaço" é um poema que captura a essência da experiência humana em relação à passagem do tempo e à busca por significado em meio à sua fluidez. O autor utiliza uma linguagem poética rica e evocativa para explorar a intersecção entre o que é efêmero e o que é duradouro, refletindo sobre a natureza da vida, do amor e da memória.

A ideia de "espaço" no poema também é central, simbolizando não apenas os locais físicos, mas as dimensões emocionais e mentais que habitamos. Mestrinho aborda como as experiências vividas em diferentes momentos moldam nossa compreensão de nós mesmos e dos outros. Há uma busca por conexão, por encontrar um lugar de pertencimento, onde o passado e o presente coexistem e se influenciam mutuamente.

A estrutura do poema é fluida, refletindo a própria natureza do tempo e espaço, com versos que se entrelaçam de maneira harmônica. O ritmo da escrita e a escolha das palavras criam uma musicalidade que ressoa com as emoções descritas, conduzindo o leitor através de uma jornada introspectiva.

No final, "Entre o Tempo e o Espaço" é uma celebração da vida e das experiências que moldam quem somos. O autor nos convida a contemplar a beleza das memórias, a importância das relações e o poder do amor, tudo isso enquanto navegamos pela correnteza do tempo. A obra ressoa com a ideia de que, apesar das incertezas e das mudanças, sempre existe um espaço para a reflexão e a apreciação do que é significativo em nossas vidas.

© Mestrinho 6 de Outubro de 2006

27
Jan25

"Desconcertante" ✨ Música

AndreL

 

Foi-se esta doce loucura,
Da cama, fingindo dormir um sonho, acordada,
Ela é uma obstinada exploradora do corpo,
Da alma e da mente descontrolada,
Eu fico,
Ela vai,
Secreta, passiva, serena,
Mas ela vai,
Eu fico.

Tonturas,
Calor sufocante,
Sem dormir quando ela está longe,
Reviro capitulos da história,
E...

Eu vou,
Ela fica,
E manhã grita
e como um ciclo ou um vício
Eu volto
Ela volta
E juntos amamos a loucura,
Como se fosse a primeira vez.

 

"Desconcertante" é um poema que reflete sobre as complexidades das emoções e da vida, utilizando uma linguagem poética rica e provocativa. Desde o início, estabelece uma atmosfera de desconcerto, capturando a essência de sentimentos conflituosos que permeiam a experiência humana. A obra é marcada por uma série de imagens vívidas que abordam a dualidade entre o conhecido e o desconhecido, o familiar e o estranho, criando um diálogo interno que ressoa com o leitor.

(esta é uma coleção de tentativas e erros. Não está perfeito, mas é a melhor abordagem que consegui). Escrevi a letra e dei-lhe as orientações corretas para esta música. 🫶 este é um velho poema que escrevi convertido em música com ajuda de IA. 

Montagem vídeo de vários videos footage to kling.

27
Jan25

Meu laboratório de músicas

AndreL


Esta é a playlist de músicas já criadas, baseadas em poemas/prosas que escrevi uns bons anos atrás. Espero que gostem deste vislumbre de uma experiência intensa, vulnerável e profundamente transformadora. A maioria dos poemas foram escritos em 2006, hoje 2025 estou a reciclar esses poemas meus e criar músicas com eles. 


26
Jan25

"Anatomia De Um Sorriso" ✨ - Música

AndreL

 
Em tempos de tristeza
Colhi do passado um fresco alento
De jovens em fase de intento
Que nas frustrações,
desesperos e ilusões.
Palidamente, desistira da eternidade
Desistira de tocar o infinito
Sei bem que não me compreendes.
Sei bem que já estive mais perto do entendimento.
E o único que sinto
É este momento.
E tudo o que tenho para respirar
É o breve alento, o de te amar
Porque cedo ou tarde
Tudo pode acabar.
doce saudosismo
que aparece como um cismo
E torna o pensamento em um cataclismo.

A Mulher
A debilidade.

Docemente recordo-me
Dos tempos vividos
Dos sentimentos queridos
Das situações causadas
Dos nossos caminhos pelas estradas,
Da vida
Das nossas cumplicidades conhecidas.

O coração
A emoção

Em jeito de lobo mal
Boca grande
Que excita
Que convida
Ao acto selvagem.
O desejo animal,
O prazer carnal
Desta força fenomenal
Não houve amor igual.
Vem, volta ao calor intenso
Tenho a certeza que ele será imenso.

 

 

O poema "Anatomia de um sorriso" de Mestrinho é uma obra lírica que explora a profundidade emocional e o simbolismo associados ao sorriso, utilizando-o como uma metáfora para a beleza e a complexidade dos sentimentos humanos.

Através de uma linguagem sensível e poética, o autor revela como um sorriso pode comunicar uma infinidade de emoções, desde a alegria e a felicidade até a saudade e a nostalgia. O sorriso é apresentado como um elemento que vai além da mera expressão facial; ele encapsula memórias, desejos e conexões interpessoais. Mestrinho convida o leitor a refletir sobre como os sorrisos podem ser um reflexo das experiências vividas, carregando consigo histórias e significados profundos.

O poema é estruturado de maneira a fluir suavemente, com um ritmo que imita a leveza e a simplicidade de um sorriso. As imagens evocadas pelo autor são vívidas, destacando detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como a forma como os lábios se curvam e os olhos se iluminam. Essa atenção aos detalhes cria uma atmosfera de intimidade, fazendo com que o leitor se sinta próximo do objeto de sua poesia.

Além disso, Mestrinho também infunde sua obra com um toque de romance e melancolia, sugerindo que, apesar da beleza de um sorriso, ele pode também esconder tristezas ou anseios. O sorriso torna-se, assim, uma fachada, uma camada que pode mascarar a verdadeira complexidade das emoções que habitam o interior do ser humano.

No geral, "Anatomia de um sorriso" é um poema que celebra a beleza do sorriso enquanto também reconhece sua carga emocional. É uma reflexão delicada sobre como as expressões faciais, em particular o sorriso, podem ser potentes comunicadores de sentimentos e estados de espírito, capturando a essência da experiência humana de maneira profunda e tocante. A obra de Mestrinho faz com que o leitor reconsidere a simplicidade de um sorriso e tudo o que ele representa nas interações e nas memórias que construímos ao longo da vida.

© Mestrinho 20 de Maio de 2006

26
Jan25

"Poesia por partes" ✨ - Música

AndreL

Entre palavras,
lágrimas e emoções,
O sentimento indomável,
do amor impecável,
Cheio de diálogos parvos,
Monólogos absurdos.
Nas mãos pertinentes,
Na tortura inocente
No silêncio que vigia.
Com a tua demagogia
Na infecção semântica.
O limite do apego,
O sossego,
mais que os olhos, o olhar.
Sorriso omnipresente,
Sentimento recente.

Do amor eu tenho parte,
Corpo curvo em forma de arte,
Sobra a parte de outra parte.
Outra parte é ninguém,
outra parte linguagem,
Uma parte pesa e pondera,
outra parte delira,
Uma parte grita e canta,
a outra parte se espanta
Uma parte é permanente,
outra parte aparece de repente.
Uma parte é só vertigem.
Outras partes se convergem em ...
uma parte de cada vez.

E assim nasce o poema,
Composto de muitas partes...
e se reparte.

--xxXxx--

"Poesia por partes" é um poema que evoca uma intensa expressão de entrega e devoção. A obra se destaca pela sua profundidade emocional e pelas imagens ricas. A linguagem utilizada é carregada de lirismo, com um toque de delicadeza e elegância que transforma o cotidiano em algo sublime. As metáforas e a musicalidade das palavras conferem um ritmo ao poema, quase como uma dança entre os sentimentos que se entrelaçam. 

Ao final, "Poesia por partes" se torna não apenas uma declaração de amor, mas um convite para que o leitor reflita sobre a natureza da entrega e da devoção. É uma celebração da paixão que ultrapassa os limites do físico, tocando as profundezas do ser, onde o eu lírico se torna um com o amor que o consome. 

 

© Mestrinho 2006

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Este Blog é uma extensão do meu antigo blog de escritos amor.bigbig.com
Por amor a camisola, nenhum dos meus blogs nem o canal no youtube são monetizados.

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