Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Poesia por partes

Sobre tudo sobre nada. Um nada que faz parte de tudo. Um blog (quase) erótico

Poesia por partes

Sobre tudo sobre nada. Um nada que faz parte de tudo. Um blog (quase) erótico

18
Fev25

"Exuberante amor" ✨ - Música

AndreL
 

--xxXxx--


Quando por ti passo, na tua praia,
Observo tua silhueta.
Envergonhada, deitada n’areia,
Quando por ti passo,
E esbracejas um sorriso,
O mistério perverso.
Do compromisso.

No trampolim dos sonhos,
Tu te rebaixas e rebolas,
Desejosa de colo.
Colo que eu nunca tive,
És só uma Mulher que vive,
Com a alma envergada,
Para o dia da vigília, alma velada.

E agora que o corpo entorpece,
Veio a luz clara,
Como a teia que se tece.

A vida que queremos ter,
Antes de viver.
A vida sofrida de querer,
Difícil de antever.
Como o arco-íris e as suas tintas,
Coloridas, com formas distintas.

Chora...
E cobre-te de luto,
Desse amor passado, devoluto.
Deita.
Na minha cama,
Diz-me agora, a quem amas...

Planta.
Em ti uma semente,
De esperança fundida, desejo demente.

Mostra.
Teu lado selvagem,
Assume-te agora, com coragem.

Porque assim desejaste,
E a minh'alma encantaste.
Vem, exuberante amor,
Esquece essa dor...

Agora que jaz pálida,
Na essência do dom material,
Na força do prazer carnal,
Sem esquecer que eram assim,
Este esplendoroso jardim.

Vem.
Quebra essa dor,
Abraça o que fomos,
E o que restou.

Ama...
Com toda a verdade,
Deixa o passado,
E a saudade.

Vem...
Exuberante amor,
Transforma a dor,
No nosso calor...

Chora.
E cobre-te de luto,
Desse amor passado, devoluto.
Deita...
Na minha cama,
Diz-me agora, a quem amas.

Planta.
Em ti uma semente,
De esperança fundida, desejo demente.

Mostra.
Teu lado selvagem,
Assume-te agora, com coragem.

Quando por ti passo.
Na tua praia.
O mistério do compromisso.
Ainda me atrai.



"Exuberante amor" é um poema que evoca uma profunda reflexão sobre a resiliência espiritual e a força interior que se manifesta diante das adversidades da vida. A voz poética fala sobre se sentir parte de algo maior, o que proporciona um senso de pertencimento e propósito. Essa ligação com o que está além de si mesmo oferece consolo e apoio, reforçando a ideia de que não estamos sozinhos em nossas lutas. 

15
Fev25

"Tributo a Ísis" ✨ - Música

AndreL

 
-- xxXxx --

O calor invade o corpo,
Tão suave e doce como um poema.
É brisa que dança nos lábios,
É chama que arde e não queima.
Entre rimas e dilemas,
Perdido entre maresia e magia,
Sou poeta, sou poema,
Ou apenas nostalgia?

E tudo se escreve sem direção,
Versos que sopram na imensidão.
Entre altos e baixos, picos e quedas,
A vida é tinta que se espalha sem pressa.


Talvez seja o sentimento do poeta,
Que transforma o pranto em diamante.
Cada lágrima escrita, uma promessa,
Versos que ecoam no peito amante.

Rabisco palavras no véu da noite,
Tecendo um fio fino de luz.
Cada sílaba solta um segredo,
Que ao coração sedento conduz.
Vejo um poema nascer,
Vejo esse fogo crescer.
E na harmonia dos versos,
Sinto a alma florescer.

Ou talvez seja ela, a desejada Ísis,
Que em versos suaves canta ao luar.
Trazendo em sua voz toda a magia,
Que o tempo insiste em revelar.
O poeta, o poema e a poesia,
São ecos de um amor latente.
Cada toque, um novo verso,
Escrito em pele ardente.

Talvez seja o sentimento do poeta,
Que transforma o pranto em diamante.
Cada lágrima escrita, uma promessa,
Versos que ecoam no peito amante.

O desejo se torna chama,
Se espalha como um vendaval.
Deixa-se levar pela dança,
Pelos delírios que arrepiam a alma.

O corpo estremece.
E as mãos escrevem.
Para dissipar este dilema.
A tinta seca, o poema fica.
Mas o amor... esse nunca se apaga.

-- xxXxx --

Letra inspirada em um velho poema que escrevi em 2007, adaptado para esta música. Espero que gostem.
Meu antigo blog amor.bigbig.com

09
Fev25

🎵 Duas metades 🎵 Música

AndreL
 

--xxXxx--

Sufocado no meu ser...
Enquadrado no génio e desviado da mente...
Vingança em silêncio...
Do amor indecente...

Perdida em memórias que o tempo não apaga,
Caminho por trilhas onde a saudade me traga...
Ciclo sem fim, dor e desejo entrelaçados,
E no silêncio, segredos ficam guardados...


Com um anel de diamante, muito brilhante,
Que cairá e denunciará o ser angustiante...
Quando tu de mim te aproximares,
Este é o meu juízo,
O meu ódio, o teu riso...

Teus olhos carregam sombras do passado,
Mas no brilho do anel, um futuro encantado...
Cegos pela dor que a raiva alimentou,
Duas almas feridas, o destino as moldou...


Venceste... Não posso mais...
Muito mais te tirei,
Do que entregaste...
Inútil luta...
Tombei... Ganhaste... Esta parte...

Não ganhei, não perdi, apenas vivi,
Na batalha do amor, tanto sofri...
E agora me pergunto, o que restará?
Duas metades partidas, quem curará?


Lutaste como ninguém...
Segue livre nos teus passos...
Se um dia a tristeza chegar,
Não me culpes pela dor...
Com sabor de ressentimento sábio,
Sabor diferente do teu lábio...

Caminho por terras onde a culpa não mora,
Mas os ecos do teu nome só chegam agora...
Se a tristeza vier, não te esquecerei,
Em cada despedida, algo de nós deixei...


Venci... Venci não na razão...
Apenas na paixão...
Somos duas metades, dois destinos cruzados,
Amantes e rivais, em sonhos entrelaçados...


No eco do tempo, carrego tua marca...


E na eternidade, nossa chama é centelha que arde...


Amor e dor... Melodia sem fim...
Dois corações em rima, na poesia do “sim”...

--xxXxx--

 

"Duas metades" é uma letra adaptada do poema "Disparidade Homónima" poema este publicado em 2005 por André L Aka Mestrinho. Um poema que mergulha nas nuances da dualidade do ser, explorando a complexidade das relações. O poema é construído a partir de uma série de imagens poéticas que evocam um profundo senso de introspecção. O autor joga com a ideia de homônimos, palavras que soam iguais mas têm significados diferentes, para ilustrar as disparidades que existem dentro de nós e nas relações humanas. Essa escolha linguística é uma forma de expressar como as pessoas podem ter percepções variadas da mesma realidade, destacando a subjetividade das emoções e das vivências. Ao longo do poema, o autor reflete sobre as tensões entre amor e dor, alegria e tristeza, presença e ausência. Essas polaridades são apresentadas de maneira a mostrar que, muitas vezes, são inseparáveis. A beleza do amor é acompanhada pela dor da perda, e a alegria pode ser ofuscada pela tristeza. Essa dualidade é uma constante na vida humana e, através de sua escrita, Mestrinho comunica a ideia de que é através dessas experiências contraditórias que encontramos profundidade e significado. As metáforas utilizadas no poema são ricas e evocativas, permitindo ao leitor visualizar e sentir as emoções que o autor tenta transmitir. O autor não se limita a descrever estados emocionais; ele convida o leitor a sentir as texturas e os subtextos das interações humanas. A musicalidade da sua poesia acrescenta uma camada de intensidade, fazendo com que cada verso ressoe com uma melodia própria. O autor também faz uma reflexão sobre a identidade, questionando o que realmente significa ser um indivíduo em meio a tantas influências e expectativas externas. Essa busca por autocompreensão é um tema central no poema, revelando a fragilidade da condição humana. A disparidade entre o que se é e o que se aparenta ser é uma fonte de conflito interno, o poema/letra expressa essa luta com uma sensibilidade única.


Publicado originalmente aqui https://blogalizeme.blogspot.com/2005/11/disparidade-homnima.html

 

05
Fev25

"O Meu Nome É Poesia" ✨ - Música

AndreL

 

[Intro – Recitado, grave e sentido]
Despejos da beatitude[*],
Complexa, em pura atitude...
Sou feita de palavras soltas,
De sons que ecoam na noite,
Cheia de tudo… cheia de nada.

[Verso 1]
O meu nome é Poesia, diz…
Sou tua, e tua alma é minha.
Nos meus versos dançam sombras,
Luzes vivas, melancolia...
Conduzem passos incertos,
No fio breve do destino.

[Coro 1 – Intenso e melódico]
Ela brilha nos abismos,
Dama forte, encantadora.
Sobe e desce entre os sonhos,
Escreve febre, arde à toa!
Paira entre a razão e a queda,
É labareda que ilumina a escuridão!

[Verso 2]
É o vento que afaga e castiga,
É vinho que arde na solidão.
Palavras proibidas, vozes contidas,
Mas é sempre poesia...

[Ponte – Melancólica e envolvente]
Sem entender este fado,
procuramo-la, inutilmente,
Fazê-la dócil, transparente,
Indignada e coerente,
Mas jamais, jamais vencida...

[Coro 2 – Crescendo para o clímax]
Nesta voz do tempo,
Quero o fogo da verdade!
Nos lamentos do vento,
Era tudo o que eu sonhei!

[Final – Dramático, sussurrado]
Tenho medo de viver sem ter sentido...
Tenho medo de morrer sem nunca a ter entendido...
O meu nome… é Poesia…

[*] - bem-aventurança;

@Mestrinho aka AndréL - Letra adaptada do poema "negridão" escrito em 2007

04
Fev25

"Mulher Vaidade" ✨ - Música

AndreL

 

Poema escrito e publicado em 21/01/2005 agora convertido em música. Espero que gostem.

Letra – "Mulher Vaidosa"
(Estilo tentado Fado)

[Verso 1]
No músculo nu que dança ao vento, ardente,
Serpentina no toque, desliza envolvente.
A tua beleza cai-te como uma luva,
Veste-te de ti, mulher vaidosa, tão pura.

[Refrão]
És ponte que une margens distantes,
És flor que seduz num jardim cativante.
Perco-me em ti, no teu mistério sem fim,
E para nomear-te, chamo-te Jasmim.

[Verso 2]
Teu coração, terra fértil em flor,
Perfume que embriaga, essência de amor.
O jardim suspira ao sentir teu odor,
E nestas palavras, deixo-me em dor.

[Refrão]
És ponte que une margens distantes,
És flor que seduz num jardim cativante.
Perco-me em ti, no teu mistério sem fim,
E para nomear-te, chamo-te Jasmim.

[Ponte]
Nos fios do tempo, teu corpo se estende,
Espreguiça-se a alma que em mim se prende.
Penteia-te cem vezes, mulher vaidosa,
Que a tua beleza, em mim, é grandiosa.

[Verso 3]
Prepara-te agora para o amor renascer,
Cultiva-te sempre, não deixes morrer.
Nunca te esqueças da tua verdade,
Da tua essência e da tua liberdade.

[Refrão Final]
És ponte que une margens distantes,
És flor que seduz num jardim cativante.
Perco-me em ti, no teu mistério sem fim,
E para nomear-te, chamo-te Jasmim.

--xxXxx--

 

photo: Carrier Graber - Finishing Touches

Mais sobre mim

foto do autor

Laboratório de Músicas



Este Blog é uma extensão do meu antigo blog de escritos amor.bigbig.com
Por amor a camisola, nenhum dos meus blogs nem o canal no youtube são monetizados.

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2026
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2025
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Rss feed





Em destaque no SAPO Blogs
pub