"Exuberante amor" ✨ - Música
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Quando por ti passo, na tua praia,
Observo tua silhueta.
Envergonhada, deitada n’areia,
Quando por ti passo,
E esbracejas um sorriso,
O mistério perverso.
Do compromisso.
No trampolim dos sonhos,
Tu te rebaixas e rebolas,
Desejosa de colo.
Colo que eu nunca tive,
És só uma Mulher que vive,
Com a alma envergada,
Para o dia da vigília, alma velada.
E agora que o corpo entorpece,
Veio a luz clara,
Como a teia que se tece.
A vida que queremos ter,
Antes de viver.
A vida sofrida de querer,
Difícil de antever.
Como o arco-íris e as suas tintas,
Coloridas, com formas distintas.
Chora...
E cobre-te de luto,
Desse amor passado, devoluto.
Deita.
Na minha cama,
Diz-me agora, a quem amas...
Planta.
Em ti uma semente,
De esperança fundida, desejo demente.
Mostra.
Teu lado selvagem,
Assume-te agora, com coragem.
Porque assim desejaste,
E a minh'alma encantaste.
Vem, exuberante amor,
Esquece essa dor...
Agora que jaz pálida,
Na essência do dom material,
Na força do prazer carnal,
Sem esquecer que eram assim,
Este esplendoroso jardim.
Vem.
Quebra essa dor,
Abraça o que fomos,
E o que restou.
Ama...
Com toda a verdade,
Deixa o passado,
E a saudade.
Vem...
Exuberante amor,
Transforma a dor,
No nosso calor...
Chora.
E cobre-te de luto,
Desse amor passado, devoluto.
Deita...
Na minha cama,
Diz-me agora, a quem amas.
Planta.
Em ti uma semente,
De esperança fundida, desejo demente.
Mostra.
Teu lado selvagem,
Assume-te agora, com coragem.
Quando por ti passo.
Na tua praia.
O mistério do compromisso.
Ainda me atrai.
"Exuberante amor" é um poema que evoca uma profunda reflexão sobre a resiliência espiritual e a força interior que se manifesta diante das adversidades da vida. A voz poética fala sobre se sentir parte de algo maior, o que proporciona um senso de pertencimento e propósito. Essa ligação com o que está além de si mesmo oferece consolo e apoio, reforçando a ideia de que não estamos sozinhos em nossas lutas.


