Quando por ti passo, na tua praia, Observo tua silhueta. Envergonhada, deitada n’areia, Quando por ti passo, E esbracejas um sorriso, O mistério perverso. Do compromisso.
No trampolim dos sonhos, Tu te rebaixas e rebolas, Desejosa de colo. Colo que eu nunca tive, És só uma Mulher que vive, Com a alma envergada, Para o dia da vigília, alma velada.
E agora que o corpo entorpece, Veio a luz clara, Como a teia que se tece.
A vida que queremos ter, Antes de viver. A vida sofrida de querer, Difícil de antever. Como o arco-íris e as suas tintas, Coloridas, com formas distintas.
Chora... E cobre-te de luto, Desse amor passado, devoluto. Deita. Na minha cama, Diz-me agora, a quem amas...
Planta. Em ti uma semente, De esperança fundida, desejo demente.
Mostra. Teu lado selvagem, Assume-te agora, com coragem.
Porque assim desejaste, E a minh'alma encantaste. Vem, exuberante amor, Esquece essa dor...
Agora que jaz pálida, Na essência do dom material, Na força do prazer carnal, Sem esquecer que eram assim, Este esplendoroso jardim.
Vem. Quebra essa dor, Abraça o que fomos, E o que restou.
Ama... Com toda a verdade, Deixa o passado, E a saudade.
Vem... Exuberante amor, Transforma a dor, No nosso calor...
Chora. E cobre-te de luto, Desse amor passado, devoluto. Deita... Na minha cama, Diz-me agora, a quem amas.
Planta. Em ti uma semente, De esperança fundida, desejo demente.
Mostra. Teu lado selvagem, Assume-te agora, com coragem.
Quando por ti passo. Na tua praia. O mistério do compromisso. Ainda me atrai.
"Exuberante amor" é um poema que evoca uma profunda reflexão sobre a resiliência espiritual e a força interior que se manifesta diante das adversidades da vida. A voz poética fala sobre se sentir parte de algo maior, o que proporciona um senso de pertencimento e propósito. Essa ligação com o que está além de si mesmo oferece consolo e apoio, reforçando a ideia de que não estamos sozinhos em nossas lutas.
Poema escrito e publicado em 21/01/2005 agora convertido em música. Espero que gostem.
Letra – "Mulher Vaidosa" (Estilo tentado Fado)
[Verso 1] No músculo nu que dança ao vento, ardente, Serpentina no toque, desliza envolvente. A tua beleza cai-te como uma luva, Veste-te de ti, mulher vaidosa, tão pura.
[Refrão] És ponte que une margens distantes, És flor que seduz num jardim cativante. Perco-me em ti, no teu mistério sem fim, E para nomear-te, chamo-te Jasmim.
[Verso 2] Teu coração, terra fértil em flor, Perfume que embriaga, essência de amor. O jardim suspira ao sentir teu odor, E nestas palavras, deixo-me em dor.
[Refrão] És ponte que une margens distantes, És flor que seduz num jardim cativante. Perco-me em ti, no teu mistério sem fim, E para nomear-te, chamo-te Jasmim.
[Ponte] Nos fios do tempo, teu corpo se estende, Espreguiça-se a alma que em mim se prende. Penteia-te cem vezes, mulher vaidosa, Que a tua beleza, em mim, é grandiosa.
[Verso 3] Prepara-te agora para o amor renascer, Cultiva-te sempre, não deixes morrer. Nunca te esqueças da tua verdade, Da tua essência e da tua liberdade.
[Refrão Final] És ponte que une margens distantes, És flor que seduz num jardim cativante. Perco-me em ti, no teu mistério sem fim, E para nomear-te, chamo-te Jasmim.
Ah, minha menina, Que vieste assim, tão de repente, Que dominaste por completo. As mais belas coisas me ensinaste, De saudades estou repleto Me provocas, Abres as janelas... E do desgastado passeio cheio de limo, Colho pedaços imperdíveis da infância Onde vimos as sombras dos grandes pinheiros... O cheiro forte das abelhas sorvendo o néctar Como o néctar de Vénus precipitando o mel Sentimento amplificado De passado sagrado...?
Ah, minha menina, Velhos dissabores evaporam. Anseios desvanecem Foi como ontem as aventuras, Perfumadas de travessuras. Foi como ontem alma gentil, guardei esta paixão que não dormiu
Ah, minha menina, Hoje será o abraço forte, a emoção Poderá ser uma contradição, Ver-te assim menina madura Em corpo de Mulher segura. Dilacerando a saudade Num beijo sem piedade.
Sonolento, cantava esta canção e ouvia. O doce relógio da vida E que logo marcaria mais uma volta. Sem retorno
Há momentos na vida em que somos tomados por um turbilhão de emoções ao revisitar memórias impregnadas de nostalgia. O poema "Regresso às Origens" é um exemplo brilhante de como as palavras conseguem transportar-nos para tempos passados, cheios de inocência e simplicidade. Vamos explorar a essência desse poema e o que ele nos pode ensinar. No centro do poema, surge a figura de “minha menina”, carregada de simbolismo. Ela não é apenas uma pessoa, mas um portal para o passado. Esta imagem feminina remete o autor para memórias de infância, lugares que já foram percorridos e sensações que pareciam adormecidas. Ela é a representação da saudade, que ora fere, ora conforta.
Quem nunca sentiu o coração apertar ao lembrar de uma infância distante? Ao evocar imagens como o passeio desgastado pelo tempo, o néctar sorvido das abelhas e os pinheiros que pareciam gigantes, o autor resgata fragmentos que nos fazem sentir como se estivéssemos ali, ao seu lado. O poema reflete também sobre o inevitável: a passagem do tempo. É impossível não se emocionar com frases como "verte assim menina madura em corpo de mulher segura". Aqui, há uma aceitação melancólica de que o tempo não perdoa e que a menina do passado cresceu e mudou.
Ainda assim, o autor consegue criar uma ponte entre as lembranças e o presente, reforçando o poder das memórias em moldar quem somos. Mesmo que o tempo transforme, a paixão e a intensidade dessas lembranças continuam vivas. É como se cada ruga no rosto guardasse uma história, cada saudade guardasse um propósito. A saudade é, talvez, a alma deste poema. Ela surge em cada verso, ora como dor, ora como um carinho quente no peito. As aventuras da infância, repletas de travessuras e aromas inesquecíveis, contrastam com a seriedade da idade adulta. No entanto, a saudade não é vilã; ela também é uma ponte que nos conecta às nossas origens.
O autor captura isso através de uma linguagem poética e sensorial, como o cheiro forte do néctar ou os sons da vida passando. Essas imagens criam uma atmosfera quase cinematográfica, em que somos espectadores e protagonistas ao mesmo tempo. O poema não é apenas uma experiência visual ou emocional, mas também musical. O ritmo das palavras, a repetição de certos elementos e o uso de sons evocam uma melodia que flui naturalmente. É quase como se, além de ler, pudéssemos ouvi-lo ser declamado com uma voz cheia de saudade e alma.
Essa musicalidade é essencial porque reforça os sentimentos transmitidos. Não é apenas o que é dito, mas também como é dito. É um convite não só para refletir, mas também para sentir, para deixar o poema ecoar no coração. Ao mergulhar neste poema, é inevitável começarmos a refletir sobre as nossas próprias memórias. Qual foi a última vez que pensámos na nossa infância? Ou nas pessoas que fizeram parte deste percurso?
As palavras do autor servem como um lembrete de que nunca devemos esquecer de onde viemos. As memórias, por mais distantes que pareçam, continuam a viver dentro de nós. Elas podem ser um refúgio nos momentos difíceis, uma inspiração para seguirmos em frente ou apenas uma forma de nos conectarmos com quem realmente somos.
Revisitar as origens é mais do que um exercício poético. É um ato de amor. É uma prova de que mesmo o tempo, com a sua força avassaladora, nunca será capaz de apagar aquilo que é verdadeiramente eterno: os sentimentos. Que todos possamos encontrar, nas palavras do autor ou nas nossas próprias memórias, um motivo para sorrir e valorizar as raízes que nos sustentam.
O teu olhar denuncia, o desejo alongado dos poros que vertem magia, fico pensativo e corado.
Numa promessa silenciosa, de ilimitadas caricias, desfaço e descubro, atreves, atiças, e a pele eriça.
Nossas bocas incendeiam, e em fogo, condimenta, pouco a pouco, colhendo, o néctar que alimenta.
Sinto o teu cheiro, boca desejosa, lingua dormente, Lábios que sentem, mordendo, Numa fúria tão envolvente, como a paixão ardente, Cai, descansei no teu ventre.
Minhas asas batem em vôo livre quando desço os desfiladeiros do devaneio. Quero que fiques na minha imaginação em castelos de principes, castelos de areia castelo no coração.
Nos meus pensamentos mais secretos, fantasias d´outros tempos num mundo encantado, com mágicos, fadas e duendes num cenário imaginado, eu sei bem que me entendes.
Vôo livre solto como o vento, toco, sinto e invento. crio uma moldura quente ou fria um sonho repleto de prazer colhido pela fantasia, faço o que bem entender sou [Quase]poeta e escrevo poesia quero brincar, quero crescer
O poema "Policromo" foi escrito originalmente em 2008 publicado no meu velho blog, neste momento usado como letra para esta música. Espero que gostem tanto como eu. O poema retrata um jogo de sedução e desejo, com um olhar que revela intenções mágicas e ardentes. A narrativa transita entre a paixão avassaladora, marcada por toques e carícias, e a entrega a um mundo de fantasia, onde a imaginação cria cenários encantados com castelos, fadas e duendes. O eu lírico se liberta em um voo poético, explorando sentimentos, desejos e sonhos, enquanto celebra sua criatividade e o prazer de brincar com as palavras, afirmando-se como um "quase poeta" que transforma emoções em poesia.
Quem me dera que no fogo da paixão Chegasse a perfeita conclusão Que quando no espelho te vejo vejo apenas o reflexo do meu desejo Os teus olhos esconde o encanto que eu vejo escondido atrás do manto Não quero acordar abandonado Nem sentir doente e mal amado Vamos tornar nossos desejos Num brinde de êxtases que prevejo Neste envolvente abraço, Eu sou Homem tu és Mulher Como um garfo e uma colher Que corta e colhe o alimento Enche a barriga no momento Deixa uma qualquer alma saudosa Em harmonia, alegre e cheia de prosa Desta maravilha do planeta A toda as almas atormenta Deste fome, sede e cansaço Alimentado no forte abraço
-x-
"Entre o Tempo e o Espaço" é um poema que captura a essência da experiência humana em relação à passagem do tempo e à busca por significado em meio à sua fluidez. O autor utiliza uma linguagem poética rica e evocativa para explorar a intersecção entre o que é efêmero e o que é duradouro, refletindo sobre a natureza da vida, do amor e da memória.
A ideia de "espaço" no poema também é central, simbolizando não apenas os locais físicos, mas as dimensões emocionais e mentais que habitamos. Mestrinho aborda como as experiências vividas em diferentes momentos moldam nossa compreensão de nós mesmos e dos outros. Há uma busca por conexão, por encontrar um lugar de pertencimento, onde o passado e o presente coexistem e se influenciam mutuamente.
A estrutura do poema é fluida, refletindo a própria natureza do tempo e espaço, com versos que se entrelaçam de maneira harmônica. O ritmo da escrita e a escolha das palavras criam uma musicalidade que ressoa com as emoções descritas, conduzindo o leitor através de uma jornada introspectiva.
No final, "Entre o Tempo e o Espaço" é uma celebração da vida e das experiências que moldam quem somos. O autor nos convida a contemplar a beleza das memórias, a importância das relações e o poder do amor, tudo isso enquanto navegamos pela correnteza do tempo. A obra ressoa com a ideia de que, apesar das incertezas e das mudanças, sempre existe um espaço para a reflexão e a apreciação do que é significativo em nossas vidas.
Foi-se esta doce loucura, Da cama, fingindo dormir um sonho, acordada, Ela é uma obstinada exploradora do corpo, Da alma e da mente descontrolada, Eu fico, Ela vai, Secreta, passiva, serena, Mas ela vai, Eu fico.
Tonturas, Calor sufocante, Sem dormir quando ela está longe, Reviro capitulos da história, E...
Eu vou, Ela fica, E manhã grita e como um ciclo ou um vício Eu volto Ela volta E juntos amamos a loucura, Como se fosse a primeira vez.
"Desconcertante" é um poema que reflete sobre as complexidades das emoções e da vida, utilizando uma linguagem poética rica e provocativa. Desde o início, estabelece uma atmosfera de desconcerto, capturando a essência de sentimentos conflituosos que permeiam a experiência humana. A obra é marcada por uma série de imagens vívidas que abordam a dualidade entre o conhecido e o desconhecido, o familiar e o estranho, criando um diálogo interno que ressoa com o leitor.
(esta é uma coleção de tentativas e erros. Não está perfeito, mas é a melhor abordagem que consegui). Escrevi a letra e dei-lhe as orientações corretas para esta música. 🫶 este é um velho poema que escrevi convertido em música com ajuda de IA.
Esta é a playlist de músicas já criadas, baseadas em poemas/prosas que escrevi uns bons anos atrás. Espero que gostem deste vislumbre de uma experiência intensa, vulnerável e profundamente transformadora. A maioria dos poemas foram escritos em 2006, hoje 2025 estou a reciclar esses poemas meus e criar músicas com eles.
Este Blog é uma extensão do meu antigo blog de escritos amor.bigbig.com Por amor a camisola, nenhum dos meus blogs nem o canal no youtube são monetizados.
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